17 de novembro de 2011

Assassinando a Língua Portuguesa - XI

LUIZ VALORIZA MAIS NOSSA CRIANÇAS SEI QUE VC É UM

OTIMO PROFICIONAL TEM COMO DEVER AXILIAR

NOSSA CRIANÇAS QUE SERAM OS VOTOS DE AMANHÃ.


Comentário: Esta mensagem foi retirada do Facebook em 17/11/2011.
Erros de pontuação, concordância, ortografia, acentuação, etc. Uma vergonha. Um verdadeiro exemplo de analfabetismo.

1 de novembro de 2011

O Circo




Rua General Costa Campos 
Rua General Costa Campos. Rua da minha infância, dos meus folguedos, da minha vida, da minha inocência. Ali, no n.º 277 vivia eu. Naquela rua, bons amigos. Lembro-me muito bem de todos eles. O Cláudio, o Mário, o Zé Célio, o Jairo, o Carlinhos, o Zezé, a Dulce, a Olga, a Celuta, o Marcos, o Zé Miguel, o Reinaldo, o Ilacir e tantos outros que vivem na minha memória. Os folguedos infantis rolavam pelos nossos dias. Na casa do Zé Célio, ali na Rua Marechal Deodoro, resolvemos inventar uma nova brincadeira.

R. Marechal Deodoro
         Cercamos uma área de um terreno vago (e é vago até hoje, teimando em nos fazer lembrar de nossa infância) e fizemos uma arena. Era o sonho. Queríamos imitar o famoso Circo Índio Brasil, o circo do Pelado. Ah! Infância! Bons momentos!
Dulce, a irmã do Zé Célio, era a bailarina, junto com sua irmã Olga - mais nova do que ela. Celuta, a mais velha, se encarregava de vender os ingressos, cujo preço era uma caixa de fósforo. Maluquices de criança. 
Mário, moreno forte, e risonho, era o domador. Usa seu chicote, feito de corda, na fera imaginária. Cláudio, de saudosa memória, era o malabarista. Brincava com três bolinhas de borracha, atirando-as para o alto num vaivém frenético.
Zezé, ah! o Zezé! Era, é claro, o palhaço. Função que exercia com maestria. Aliás, era o palhaço no nosso dia-a-dia. A tristeza não lhe cabia. Carlinhos, amigo inseparável das caçadas de gaiola na já inexistente Pedreirinha. Ele era o parceiro de Zezé. Juntos  faziam uma dupla de dar inveja. Suas palhaçadas não se repetiam e nos matava de rir. Acho que Pelado, o dono do Circo Índio Brasil, se visse esses dois com certeza os levaria para seus espetáculos.
Jairo, o mais jovem, este vivia me desafiando para competições de natação na Praça de Esportes. Eu aceitava e, entre perdas e ganhos, eu sempre saía no prejuízo, embora nadasse muito bem.
Ah, arranjaram um trabalho para mim: contar causos e piadas, que era o meu forte. Mas como era difícil. Não podia repeti-las todos os dias porque o público sempre era o mesmo.  Eu sempre me safava.
A plateia, formada por crianças da redondeza, se fazia presente em todo o “espetáculo”.
Hoje, tantos anos depois, ainda  paira na  minha  memória aqueles momentos que o tempo tenta apagar, mas não consegue. A marca das alegrias infantis é indelével. Recuso-me  a esquecer aqueles bons momentos e os velhos amigos.
Onde andarão os “artistas” da General Costa Campos e da Marechal Deodoro? Onde andarão estes artistas que insistem em me deixar saudoso?

Curiosidades: Qual a origem da palavra Saudade? - 11

Qual a origem da palavra saudade?

Em primeiro lugar, fique claro, saudade não é palavra que só existe em português. Também está presente na língua galega, falada no norte da Espanha. Saudade apareceu pela primeira vez no século XIII, pouco depois da criação do estado português, e é um derivado da palavra latina solitate, solidão. Para alguns etimologistas, está ligada às grandes navegações e é mais adequada para designar o sentimento de quem espera, em vez de quem partiu. O professor de letras Deonísio da Silva afirma que algumas palavras árabes, como suad, saudá e suaidá, que significam "sangue pisado e preto dentro do coração" e são metáforas para a tristeza profunda, devem ter contribuído para o sentido da palavra. "Pode ter havido a mistura de várias procedências para consolidar o vocábulo, além da mescla do verbo saudar", registra o professor Deonísio em seu De Onde Vêm as Palavras. A definição não é simples. O Dicionário Houaiss registra saudade como o "sentimento mais ou menos melancólico de incompletude". Uma enquete com mil tradutores feita pela empresa britânica Today Translation colocou saudade entre as 10 palavras mais difíceis de traduzir em todo o mundo. ("De onde vêm as palavras", Deonísio da Silva; "O romance das palavras", Celso Pedro Luft; "A origem curiosa das palavras", Márcio Bueno; "Dicionáro Eletrônico Houaiss", edição 2010; "Aventuras na História" ed. nº 100. Ed Abril)

Dificuldades para escrever

Uma folha em branco
Muitas palavras a dizer
Tentativas de escrever coisas diferentes
Dificuldade de formar frases
Reticências...

Dedos que dançam inquietos sobre as letras
Uma tecla apaga rastros
Nenhum pensamento concreto
Virgula,

Mais uma tentativa
Olhos que percorrem a tela
Nada interessante
Ponto final.

4 de outubro de 2011

Tudo Passa



O tempo passa
A vida passa
Eu passo
Com o passo no compasso
Com o passo em descompasso
E passam os anos
Os amores, os planos,
Os dissabores, os desenganos...
Em passo lento
Em passo apressado
E eu passo
E a vida passa
E o tempo passa
E tudo passa!...

Curiosidade: Como surgiu o Ç (cê-cedilha)? - 10


Embora tenha deixado de ser empregada na grafia da língua espanhola, a cedilha surgiu na Espanha.  A origem da palavra vem de "cedilla", diminutivo de "ceda", nome da letra "z" nesse idioma. Primitivamente, a cedilha era um pequeno "z" que se colocava debaixo do "c" para indicar que a letra correspondia ao som de [s].
O castelhano abandonou o uso da cedilha no século 18, a qual foi substituída por “z” ou “c” simples antes de “e” e “i”. A cedilha ainda  é utilizada em português, catalão e francês  para gerar o som [s] antes de “a”, “o” e “u”.
Exemplos: criança, preço, açúcar.
(Márcio Bueno in "A origem curiosa das palavras", Ed. José Olympio, RJ, 2002)

Dificuldades da Língua Portuguesa - XIV

Ao enviarmos uma correspondência, quase sempre acontece de ficarmos na dúvida se escrevemos: Anexo, Anexa ou Em anexo. Qual o correto?

Aqui vai uma dica rápida para que vocês memorizem facilmente a forma correta de escrever estas palavras.

Acontece muito quando enviamos um e-mail:
1. O documento segue em anexo
2. As fotos estão no anexo.
3. A foto está anexa.

Qual o jeito certo de usar? É bem simples.

Anexo é um adjetivo, portanto, ele deve combinar com o nome ao qual se refere. Assim, das frases acima, apenas a número 3 está correta, do ponto de vista da língua padrão.
Na número 1 é usada a expressão “em anexo” que, apesar de bastante usada, não é da índole portuguesa, já que é formada por uma preposição seguida de um adjetivo.
Na número 2 o adjetivo anexo é usado como se fosse um substantivo.
A número 3 está certa, pois anexa concorda com o substantivo foto.
Mais exemplos de uso correto:
Os documentos seguem anexos.
A nota fiscal remeto anexa.

8 de setembro de 2011

Curiosidade: Por que "feira" se incorpora aos dias da semana? - 9


"Feira" vem de feria, que, em latim, significa "dia de descanso". O termo passou a ser empregado no ano 563, após um concílio da Igreja Católica na cidade portuguesa de Braga - daí a explicação para a presença do termo somente na língua portuguesa. Na ocasião, o bispo Martinho de Braga decidiu que os nomes dos dias da semana usados até então, em homenagem a deuses pagãos, deveriam mudar. Mas espera aí: se feria é dia de descanso, por que se usa "feira" apenas nos dias úteis? Isso acontece porque, no início, a ordem do bispo valia apenas para os dias da Semana Santa (aquela que antecede o domingo de Páscoa), em que todo bom cristão deveria descansar. Depois acabou sendo adotada para o ano inteiro, mas só pelos portugueses - no espanhol, no francês e no italiano, os deuses continuam batendo ponto dia após dia. As únicas exceções assumidas pelos nossos irmãos portugueses - e depois incorporadas nas colônias portuguesas - foram sábado e domingo (Prima Feria, na Semana Santa), que derivam, respectivamente, do hebreu shabbat, o dia de descanso dos judeus, e do latim Dies Dominicus, o "Dia do Senhor". Desde 321 os calendários ocidentais começam a semana pelo domingo. A regra foi imposta naquele ano pelo imperador romano, Constantino, que, além disso, estabeleceu definitivamente que as semanas teriam sete dias. A ordem não foi aleatória: embora na época os romanos adotassem semanas de oito dias, a Bíblia já dizia que Deus havia criado a Terra em seis dias e descansado no sétimo e, ao que tudo indica, os babilônios também já dividiam o ano em conjuntos de sete dias.
(Mário Eduaro Viaro in "Por trás das palavras" - Ed. Globo, SP, 2011)

Tenho saudades da minha infância   Saudades de tempos distantes, pessoas especiais, lugares inesquecíveis, cheiros e prazeres, reco...